Usando a natureza como aliada para diminuir a poluição sonora

por / quinta-feira, 28 janeiro 2016 / Publicado em Isolamento acústico

A poluição sonora põe em risco a saúde física e mental da população das grandes cidades e tomar medidas para reduzir esses prejuízos é responsabilidade de todos.

O crescimento populacional e tudo que decorre disso, como maior número de carros, construções, aparelhos domésticos, máquinas e equipamentos industriais e tudo o mais, implicou no aumento de barulho. Aliás, barulho excessivo. Dentro desse contexto, não tem como interromper o progresso.

Para citar apenas um dos problemas e talvez o maior deles, o trânsito é um dos causadores de poluição sonora mais críticos na vida de uma metrópole. Diariamente, na hora do rush, ficamos expostos a barulhos que chegam a, pelo menos, 80 decibéis, acima dos 55 decibéis, ruído máximo que não prejudica a saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em qualquer lugar, a poluição sonora pode causar desde males passageiros, como estresse, insônia e irritação, a estragos maiores e definitivos, como surdez, hipertensão, AVC (acidente vascular cerebral) e até infarto.

Pode parecer alarmista, mas a poluição sonora pode matar.

É por isso tudo, que todas partes envolvidas nesse complexo sistema devem pensar, planejar e colocar em prática medidas urgentes para reduzir e controlar a emissão de barulho nos grandes centros. Ou, pelo menos, formas de evitar que o ruído excessivo chegue até nossos ouvidos.

Uma medida de base para diminuir a poluição sonora que deve ser levada em conta, diz respeito ao uso e ocupação do solo. Quando você se afasta o dobro da fonte de ruído, a intensidade do som diminui pela metade. Ou seja, afastando as fontes de barulho das áreas receptoras, a intensidade do som diminui e, logicamente, reduz a emissão de poluição sonora.

Uma forma eficaz de diminuir o impacto da poluição sonora sobre a saúde humana é fazer o disciplinamento do uso e ocupação do solo de uma cidade.

Através do zoneamento da área urbana, é possível afastar os emissores de som de alta intensidade. Para começar, o planejamento dessas medidas deve levar em conta a direção predominante e a velocidade dos ventos e o tipo de cobertura do solo.  O uso de barreiras naturais, como as árvores, ajudam a diminuir a poluição sonora, porque servem como bloqueio natural às ondas de som, entre outros fatores.

Assim, o planejamento urbano das grandes cidades deveria prever mais áreas verdes, com  o plantio de árvores como forma de isolar fontes de emissão de barulho de seus possíveis receptores, como zonas residenciais, escolas e hospitais, pelo menos.

Vantagens da vegetação como barreiras acústicas

O órgão responsável pelo controle da poluição sonora é a Secretaria do Meio Ambiente dos municípios. É dela que medidas relacionas a infra-estrutura devem se cobradas. Mas isso não isenta a responsabilidade de cada um. Não podemos apenas deixar por conta dos governos e administradores das cidades, a incumbência de colaborar para a redução do barulho excessivo. Afinal, dentro da sua casa, a responsabilidade é sua.

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A vegetação natural contribui para qualificar o ambiente e a vida das pessoas. As plantas, muito mais do que decoração, ajudam a diminuir o barulho e a baixar a temperatura dentro de casa.

Folhas e copas de árvores filtram os raios e podem canalizar os ventos, atenuando a temperatura. Plantas e árvores também amortecem os ruídos com a absorção das ondas sonoras pelas folhas.

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Muros com trepadeiras e eras, corredores de plantas, arbustos perto das janelas e até telhados feitos de forração, são barreiras acústicas naturais que, além de diminuir o calor e o barulho para quem mora, também colaboram para evitar alagamentos em dias de chuva.

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