Tratamento acústico em escolas ajuda a melhorar o aprendizado

por / quinta-feira, 16 março 2017 / Publicado em Tratamentos acústicos, Variedades
poluiçao acustica escola

Veja como a poluição sonora pode prejudicar o aprendizado e o papel que o isolamento acústico pode ser a solução para esse problema.

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Após o período de férias e descanso, as crianças voltam às aulas com muita energia. E, aliado com a animação em conhecer ou rever os colegas e a escola, está o barulho típico dos pequenos que correm, gritam e dão risadas. Mesmo que seja natural da infância, a poluição sonora pode interferir em um aprendizado de qualidade e na saúde dos alunos, professores e funcionários.

poluição sonora limita as capacidades de aprendizado das crianças. Principalmente alunos de tenra idade precisam se concentrar para juntar os significados de cada palavra e o barulho excessivo prejudica o nível de concentração.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com cerca de 700 estudantes, de 6 a 14 anos, de escolas municipais, estaduais e particulares de Campinas (SP), mais de 70% deles estão insatisfeitos com o nível de ruído em sala de aula. Ainda, para 99,2% dos alunos, as maiores fontes de barulho são os próprios colegas. Enquanto os alunos falam alto, o professor, por sua vez, é obrigado a aumentar o tom da voz para se fazer compreender. Além disso, o arrastar de cadeiras e nos ruídos externos também atrapalham. Tanta agitação no ambiente de estudo pode causar estresse, falta de concentração e até mesmo uma progressiva perda auditiva, que, às vezes, apenas é sentida na fase adulta.

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) o limite de barulho dentro da sala de aula é de 40 a 50 decibéis. Entretanto, em salas com mais de 25 estudantes, o número chega a 80 decibéis. Na hora do recreio, quando todas as turmas se reúnem no pátio, são 100 decibéis. Já o limite suportável para o ouvido humano é de 65 decibéis, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS).

No ambiente escolar, a gritaria da turma, somada aos ruídos que vêm da rua e do trânsito, prejudica o bem-estar podendo comprometer não apenas a concentração e aprendizagem, mas também os ouvidos.

E não são apenas as crianças. Depois de anos e anos de exposição diária ao barulho, mestres e funcionários podem ter a audição comprometida, já que a perda auditiva por nível de pressão sonora tem efeito cumulativo: quanto maior a exposição a ambientes barulhentos durante toda vida, maiores serão os danos à audição.

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Como amenizar a propagação de ruídos nas escolas?

Além de conscientizar os alunos sobre os prejuízos da poluição sonora em sala de aula, as escolas podem minimizar os problemas causados pelo barulho excessivo e garantir um aprendizado de qualidade ao investir em isolamento acústico.

O tratamento acústico nas escolas pode incluir várias soluções

Além das salas de aula, ambiente que mais precisa de silêncio, um projeto de isolamento acústico em uma escola também deve contemplar outros ambientes como salas de reunião de professores, sala da diretoria, salas de vídeo, laboratório de ciências e informática, auditório e outros.

Principalmente em prédios mais antigos, mesmo que seja dada manutenção na construção, o tempo acaba criando frestas por onde o barulho passa e invade outros espaços. Por outro lado, construções mais novas com suas lajes, paredes, estruturas e divisórias mais finas e, portanto, menos isolantes são, em geral, menos eficientes quanto ao bloqueio do som.

Um projeto de isolamento acústico em escolas deve começar pela identificação de onde vem o barulho para definir as melhores soluções para remediar o problema.

  • Revestimento de paredes com material isolante acústico

Todos os tipos de parede têm um certo grau de isolamento acústico. Para que o resultado seja o mais eficiente, a solução deve ser adequada à estrutura. Uma das melhores alternativas para fazer isolamento acústico em paredes e impedir que o som reverbere em outro ambiente, é utilizar forros com materiais densos que proporcionem uma boa  absorção do ruído. Entre os materiais normalmente utilizados estão a espuma acústica, a lã de rocha e a lã de vidro. Outra solução é investir em um revestimento de drywall.

  • Janelas acústicas com vidros mais grossos

Com vidros mais grossos e perfis delgados as janelas antirruídos podem proporcionar reduções sonoras de até 30 dB(A), o que é equivalente à sensação psicológica de 60% à 80% no nível de ruídos. As janelas acústicas são, basicamente, caixilhos mais espessos feitos normalmente de PVC ou alumínio e contam com vidros duplos ou triplos bem mais grossos que os vidros normais, o que impede o ruído de passar de uma sala para outra.

  • Portas acústicas nos principais ambientes que precisem de maior silêncio

As portas acústicas são elementos essenciais em projetos de controle de ruído. Normalmente utilizadas em ambientes com maior produção de ruído, as portas acústicas também podem ser instaladas em qualquer ambiente que necessite bloquear o som e para isso, podem ser de qualquer tamanho e usar diferentes materiais, de acordo com a necessidade de cada projeto.

 

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