Ruídos nas escolas podem gerar problemas de aprendizagem

por / quinta-feira, 16 abril 2015 / Publicado em Variedades

Segundo artigo publicado pela Pró acústica (associação brasileira da qualidade acústica), a animação e a algazarra nas escolas escondem um sério problema: os danos à audição, que podem ter início nos primeiros anos de estudo, em meio ao barulho excessivo dentro e fora das salas de aula.

Um estudo realizado pela Universidade de Oldenburg, na Alemanha, confirmou que em muitos colégios o barulho nas salas de aula passa do tolerável. No Brasil, alguns colégios particulares já se preocupam com o tema.

O limite suportável para o ouvido humano é de 65 decibéis, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Acima disso, o organismo começa a sofrer danos. Para as salas de aula, a Associação Brasileira de Normas Técnicas estipula que o limite tolerado é de 40 a 50 decibéis.

Muitas classes, no entanto, atingem 80 decibéis, principalmente as que têm mais de 25 estudantes. Além disso, o barulho no pátio, na hora do recreio, pode chegar a mais de 100 decibéis.

“Quanto maior a frequência a ambientes barulhentos ao longo da vida, maiores as chances de danos à audição, que podem começar ainda na infância. No ambiente escolar, a gritaria da turma, os gritos de gol que vêm da quadra de esporte, as conversas em voz alta no corredor, somada aos ruídos que vêm da rua e do trânsito, prejudica o bem-estar de todos, comprometendo não apenas a concentração e aprendizagem, mas também os ouvidos”, adverte a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

O fato é que esse ruído em excesso pode causar outros diversos prejuízos à saúde, como estresse, falta de concentração e até uma progressiva perda auditiva.

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