Respeito ao conforto acústico do cidadão não tem crença nem religião

por / segunda-feira, 21 agosto 2017 / Publicado em tratamento acustico
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Tratamento acústico em centros religiosos impede que as ondas sonoras de músicas, orações e ritos perturbem a vizinhança

A abertura de novos centros religiosos tem crescido em diversas cidades brasileiras. Trata-se de um reflexo da liberdade de crença e religião, que só foi permitida no Brasil em 1824 após a proclamação da independência. Se há alguns séculos a sociedade brasileira era submetida ao catolicismo colonial, hoje, porém, homens e mulheres de todas as idades e classes sociais têm o pleno direito de escolher sua religião ou doutrina de acordo com convicções pessoais.

No entanto, essa liberdade tem esbarrado no direito ao sossego, conforme indicam alguns cidadãos que residem no entorno de centros religiosos. Com celebrações e cultos pautados em música ao vivo, corais ou tambores, vários centros têm ultrapassado os limites de decibéis definidos pela Lei do Silêncio.

Em entrevista anônima ao jornal O Tempo, um jovem que reside próximo a um centro religioso em Santa Luzia, Minas Gerais, relatou que não consegue dormir, assistir TV ou receber visitas. “O barulho e a gritaria começa às 16 h e vão até 1 h da madrugada” — acrescentou. Outro morador, que também não quis se identificar, afirmou que tentou dialogar. “Reclamamos pessoalmente, mas não resolveram nada. Então fizemos um abaixo-assinado e solicitamos a interferência do Ministério Público para exigir algumas mudanças”.

Entenda o caso

As reclamações sobre o centro religioso de Santa Luzia – MG começaram em 2015, quando 53 moradores se uniram em um abaixo-assinado para solicitar ao Ministério Público a tomada de providências em relação ao barulho excessivo do local. Na ocasião, o centro assinou um Termo de Ajustamento de Conduta, aceitando a realização de um tratamento acústico para manter o nível de ruído em 55 decibéis durante o dia e 50 à noite.

No entanto, em setembro de 2016, uma medição mostrou que o tratamento acústico não foi realizado e que o barulho já chegava a 80,7 decibéis. O caso segue em discussão pelo Conselho Nacional do Ministério Público e irá a julgamento em breve para imposição de medidas definitivas.

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A importância das manifestações sonoras nos centros religiosos

As músicas, cantos e rezas sempre estiveram presentes nas religiões. Conforme indicam especialistas em antropologia, essas “manifestações sonoras” constituem uma via de expressão para alcançar a sintonia entre os fiéis e seus líderes religiosos. Além disso, algumas doutrinas específicas utilizam a música como um caminho para o equilíbrio e desenvolvimento espiritual, transformando a energia do som em algo sagrado.

Exigência de tratamento acústico não coíbe práticas religiosas

De acordo com a nota técnica emitida pelo Ministério Público de Minas Gerais, as restrições sonoras aplicadas às celebrações visam garantir o sossego alheio e não ferem o direito à fé a à liberdade de crenças.

Isso significa que as medidas de adequação à lei do silêncio não coíbem os ritos, cantos, tambores, rezas ou qualquer outra manifestação sonora, mas buscam maneiras de bloquear as ondas de som produzidas no local para que elas não cheguem às residências vizinhas. O melhor de tudo é que além de não causar problemas aos vizinhos, a execução de um projeto de tratamento acústico em igrejas até mesmo melhora a qualidade do culto.

A melhor solução, portanto, é que os centros religiosos se conscientizem em investir em um projeto de tratamento acústico com revestimentos adequados nas paredes, forros e esquadrias. Desse modo, é possível manter a agenda de cultos sem prejudicar o conforto e sossego da vizinhança.

Opções de tratamento acústico para centros religiosos

Para executar um tratamento acústico de alto padrão é necessário instalar materiais que não só isolem o ruído produzido internamente, mas também evitem a reverberação do som. Em centros religiosos, sobretudo, há de se ter um cuidado especial com a pressão sonora do recinto, já que esse fator influencia na distribuição e reflexão do som durante os cantos, orações, leituras e instrumentos.

Assim, o ideal é contar com uma empresa especializada em tratamento acústico como a Amplitude Acústica, que tem conhecimento e experiência para desenvolver  um projeto personalizado conforme as dimensões, características e necessidades sonoras de cada centro religioso.

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