Poluição sonora: um inimigo invisível

por / quinta-feira, 31 julho 2014 / Publicado em Variedades

Os barulhos do cotidiano são, sim, poluição sonora, e o excesso de decibéis é um inimigo invisível, capaz de reduzir a qualidade de vida e afetar diversos ecossistemas. Saiba mais e entenda por que investir em isolamento acústico pode ser uma boa solução.

As formas de poluição são distintas: pode ser atmosférica, das águas, do solo, luminosa e, claro, sonora. O que elas têm em comum? Em todas há uma interferência de origem humana, que acaba tendo efeitos negativos no meio e nos seres vivos.poluição sonora

Enquanto as três primeiras se caracterizam pela contaminação visível dos meios com substâncias prejudiciais, a poluição sonora não deixa resíduos visíveis e existe apenas no momento em que é produzida. Por isso, costuma ser considerada menos perigosa. Grande engano. A exposição repetida a esta forma de agressão pode produzir efeitos crônicos e irreversíveis, e a dificuldade em estudá-la especificamente pode torná-la um risco ainda maior.

Na natureza, a dificuldade em percebê-la é ainda maior, pois geralmente a poluição sonora vem associada a outros tipos de perturbação. Por exemplo, quando se verifica que uma pedreira causa impactos negativos nas espécies que habitam nas proximidades, é difícil quantificar a influência dos efeitos do ruído das explosões em relação a fatores como a poeira ou o tráfego de máquinas pesadas.

A própria definição de ruído é ambígua. Aquilo que pode ser música para os ouvidos de uma pessoa, pode ser algo extremamente desagradável para outros. Entretanto, o prejuízo causado por excesso de barulhos é independente de eles agradarem ou incomodarem quem os ouve.

Por isso, é importante definir o som objetivamente como ondas de pressão que se propagam através de matéria e, ao invés de confira na definição humana do que pode se configurar como excesso de barulho, contar com aparelhos específicos que medem o nível exato de ruído em decibel, a unidade de medida da intensidade do som. Sabe-se que o ouvido humano pode sofrer lesões se for exposto constantemente a ruídos acima dos 85dB, nível que é observado facilmente no dia a dia das grandes metrópoles.

A lista com as conseqüências da poluição sonora é interminável: hipertensão, taquicardia, arritmia, descontrole hormonal, stress, distúrbios do sono (quem consegue dormir com aquele barulhão de buzinas e carros?), dificuldades de concentração, perda de memória…

O primeiro fato para procurar uma solução para estes problemas é reconhecer a origem deles, que pode estar na poluição sonora. É hora de começar a desmascarar este inimigo invisível e, quem sabe, começar a apostar em projetos de isolamento acústico.

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