Conforto acústico e térmico em edifícios são garantidos pela NBR 15.575 No ratings yet.

por / quinta-feira, 21 setembro 2017 / Publicado em Informações Acústicas
conforto acustico

Norma visa aumento de qualidade das habitações brasileiras estabelecendo requisitos de desempenho para prédios habitacionais, entre eles o conforto acústico e térmico.

Em vigor desde maio de 2012 e regulamentada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a norma 15.575 promove uma boa performance em diversos requisitos essenciais em uma edificação, estabelecendo níveis obrigatórios para cada um deles, como desempenho acústico e térmico, durabilidade, vida útil e garantia em edifícios habitacionais de até cinco pavimentos. Seu grande objetivo é atender às necessidades humanas, beneficiando a qualidade de vida dos futuros moradores, além de pautar a atuação da construção civil.

Após a sua revisão, em julho de 2013, a norma passou a valer para todos os edifícios novos do país. A novidade é que a lei 15.575 chegou como um marco jurídico na construção civil do país ao obrigar as construtoras a projetarem e colocarem em prática obras que sigam os níveis de desempenho especificados em cada projeto para que sejam atendidos em toda a sua vida útil, entre eles, parâmetros como estabilidade estrutural, segurança contra incêndios, conforto tátil e desempenhos acústico, térmico e até lumínico.

Os consumidores são os grandes beneficiados pela norma 15.575, pois ela oferece melhorias para a sua qualidade de vida e segurança, com proteções contra incêndios e poluição acústica. Já para as construtoras, a adesão à norma, agora obrigatória, implica em uma nova cultura de atendimento e de regras técnicas, o que assegura a alta qualidade de seus imóveis e uma melhoria constante em seus procedimentos.

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Porém, a NBR 15.575 divide suas responsabilidades entre projetistas, fabricantes, usuários e construtoras. São contemplados pela lei os níveis de conforto, segurança e resistência, que devem priorizar cada uma das etapas que fazem parte de um empreendimento, como instalações, pisos, vedações, coberturas e estrutura.

Norma 15.575 na prática

Dividida em seis partes, a norma é composta por: requisitos gerais (NBR 15.575-1), sistemas estruturais (NBR 15.575-2), de pisos (NBR 15.575-3), sistemas de vedações verticais internas e externas (NBR 15.575-4), de coberturas (NBR 15.575-5) e sistemas hidrossanitários (NBR 15.575-6). Cada um deles possui seus critérios de qualidade e procedimentos que medem suas exigências, como a durabilidade das estruturas das paredes que devem aguentar determinados impactos sem falhas ou rachaduras.

Já os sistemas de coberturas devem oferecer resistência ao fogo por um certo período de tempo e as vedações de paredes precisam garantir reduções específicas de temperatura checada no exterior do edifício. Também entram nessa leva fatores externos como paisagem sonora urbana, condições climáticas, geológicas e ambientais do entorno do empreendimento, pois determinam diferentes diretrizes para a mesma obrigação.

Outro ponto importante marcado pela norma é a proteção acústica, que deve abafar os ruídos externos em medidas pré-determinadas. Segundo a NBR 15.575, a convivência harmoniosa entre categorias de atividades internas, como vizinhos e instalações, e externas, como carros e estabelecimentos comerciais, deve ser garantida pela separação acústica, representada pelo isolamento entre os ambientes.

A norma exige, entre outros requisitos, que as edificações habitacionais apresentem isolamento acústico adequado entre as vedações externas, evitando ruídos terrestres e aéreos, bem como nas áreas comuns privativas. Na parte 1, uma das obrigações, por exemplo, é propiciar condições mínimas de desempenho acústico da edificação, além de garantir níveis de ruídos adequados para a finalidade de cada ambiente, garantindo a privacidade e saúde de seus frequentadores.

lã de vidro em construções

Nesse sentido, a norma 15.575 também exige:

  • Tempo de reverberação adequado, no caso de ecos
  • Distribuição balanceada de energia sonora nas faixas de frequências, como curvas NC
  • Proibição de tonais audíveis, como roncos, assobios e zumbidos
  • Eliminação de variações bruscas de nível perceptíveis ao longo do tempo, como passagens de motos, elevadores e aviões
  • Distribuição uniforme de som ao longo do espaço

Uma boa aliada para a implantação da lei é a lã de vidro, cuja utilização contribui para que as construtoras atendam à norma 15.575 no quesito de isolamento termoacústico. O material garante o desempenho mínimo dos principais elementos das edificações habitacionais ao longo de toda a sua vida útil, como como esquadrias, estruturas, coberturas, pisos e instalações. Para atingir o nível de desempenho acústico desejado, é necessário que os projetistas saibam de antemão os níveis de ruídos externos, uma das informações mais básicas dos projetos.

O conhecimento do desempenho dos componentes, sistemas e elementos que compõem as edificações também é um dos aspectos essenciais para as regras acústicas da lei 15.575, pois auxiliam na seleção de tecnologias que atendam aos desempenhos ambicionados.

Essencial para consumidores e construtoras, a norma apresenta diversas situações de risco para imóveis já apresentando medidas, soluções e instruções de segurança que asseguram a qualidade dos sistemas e empreendimentos em todo o País.

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